domingo, 7 de dezembro de 2008

MODA ANOS 70 - HISTÓRIA DA MODA


Moda/fatos: Os anos 60 ficaram na memória como a grande época da revolução da juventude, enquanto os anos 70 se destacaram pela sua irregularidade, não tendo um perfil definido. Foram tudo menos calmos, pois nesta década prosseguiram as transformações em grande escala. A libertação sexual, as experiências com as drogas ou a reclamação dos direitos das mulheres – tudo deixou de ser um programa de minorias, sendo aceito e levado à prática pelas grandes massas.
Antimoda era palavra-chave. Desde as calças boca de sino, os trajes de algodão barato, tudo era permitido, até os trajes de alta costura, tudo era permitido, desde que não tivesse um aspecto normal. O que tornava difícil alguém se vestir. Em caso de dúvida, as pessoas decidiram-se pelo Jeans, que havia se transformado no uniforme dos não conformistas – e quem é que não queria fazer parte deles no início dos anos 70?Tanto sex-appeal deu aos estilistas a idéia de que também aos jeans desbotados se podia incutir uma nova vida com um pouco mais de glamour. Transformaram o clássico em calças de boca de sino, calças afuniladas, não evitando nem dobras nem as pregas. Assim, os clássicos Jeans dos trabalhadores transformaram-se em Jeans chiques, que exibiam orgulhosamente etiquetas Fiorucci, Cardim ou Calvin Klein.A discoteca tornou-se palco de todos os figurantes que acreditavam no credo de Andy Warhol:que cada um pode ser uma estrela por 15 minutos. No fim da décata, as mulheres tinham que se deitar no chão para conseguirem puxar o zíper dos Jeans. Os punks substituíram o love and peace pelo sex and violence, e tudo o que era natural uma artificialidade gritante.Fora com o algodão, viva o plástico!No Brasil: Governo Médici, milagre econômico, Delfin Neto, “Brasil ame-o ou deixe-o”. Copa do mundo “… todos juntos vamos, pra frente Brasil…”. 1970 enquanto o País comemorava o tri, acontecem os seqüestros a censura e a repressão. O período de ufanismo vai até o final de 1973, quando o modelo econômico adotado começa a dar sinais de cansaço. O Brasil da década de 70m viveu conviveu sucessivamente com a supressão das liberdades políticas e individuais do progresso à crise em 10 anos.Enquanto isso, as pessoas, voltam-se para a natureza, novos hábitos mais naturais: da comida macrobiótica aos tratamentos homeopáticos, a acompultura e os restaurantes naturais. O Cooper e a ginástica são as vedetes.A moda fica mais esportiva. O espírito prático que dominou a época determinou uma série de tendências na moda. O jeans, aqui também, se sofisticou recebeu vários tipos de tratamento (délavé, manchado, escovado, aveludado) e tornou-se a segunda pele das pessoas. A moda anos 70 é dificílima de ser definida. Usou-se de tudo. As saias subiam e desciam como elevador: mini, micro, longa, midi. A roupa unissex ganha força com os terninhos e os conjuntos de jeansO primeiro grande caso de merchandising no Brasil tem registro com a telenovela Dancing Day’s (Gilberto Braga, 1979, TV Globo), na propaganda das calças jeans Staroup, usadas pela personagem Júlia (atriz Sônia Braga). Em seguida apareceu a marca USTop, na telenovela Água Viva (Gilberto Braga, 1980, TV Globo), protagonizado pela atriz Betty Faria.

sábado, 22 de novembro de 2008

moda e ética


Vestir camisetas com mensagens diferentes, politicamente corretas ou totalmente sarcásticas, já não é novidade. A Imaginarium, no entanto, foi um pouco além das frases e desenvolveu blusas e camisetas com materiais ecologicamente OK.Os novos modelos destacam o conceito “Change the World”, que estimula atitudes que contribuam para mudar o mundo de forma positiva.
Produzida com fibras de poliéster recicladas de garrafas PET (a popular garrafa plástica de refrigerante), a camiseta traz um grafismo em quadrinhos simples e divertido impresso sobre a malha verde, que mostra a necessidade de tomar atitudes concretas para preservar o meio ambiente.
A blusa traz o mesmo conceito em fibra de bambu, com um corte feminino e malha branca. Obtida por um processo natural, que não fere o meio ambiente, a fibra tem propriedades anti-bactericidas, alta absorção de umidade e um toque macio.As embalagens das camisetas também abraçam a causa e se transformam em um cartaz de conscientização, com várias dicas de pequenas atitudes que podem contribuir para um mundo mais sustentável.

domingo, 9 de novembro de 2008

A ruas das bem arrumadas


A Rua Oscar Freire e adjacências são o principal símbolo da elegância paulistana despojada mas ligada no fashion e bem-cuidada. No alto dessa passarela reinam soberanas as vendedoras das lojas da região, sempre antenadas e produzidas. "Minhas cores preferidas são vermelho, preto e amarelo", diz Alethea, 25, que trabalha na Doc Dog, núcleo fashion responsável por difundir entre um público mais endinheirado itens chiques do mundo clubber e vertentes como o boudoir (elementos femininos), o glam (o glamour do strass e das plumas) e o fetiche (vinil e linguagem vinda do universo sadomasoquista). "Gosto de roupas alternativas, mas não gosto de montação fake", avisa Alethea, num recado à moça que se arruma toda para fazer de conta que está displicentemente fazendo umas comprinhas por lá.

graffite e ruas


Streetwear é, literalmente, a moda que vem das ruas. Mais que isso, porém, streetwear é uma linguagem que tem no conforto e na atitude seus principais fundamentos. Proporções largas, camisetonas, acessórios a rodo. Ou melhor: à vera, como eles dizem. A linguagem vem do hip hop, estilo musical que se tornou uma das mais influentes correntes da moda. A expressão visual dessa estética é o grafite, que tem tudo a ver com o aspecto urbano. Caminhe pela Vila Madalena, em São Paulo, a qualquer hora do dia e da noite, e esse desfile estará lá, em meio a lojinhas descoladas, galerias e zilhões de bares e restaurantezinhos, entre chopes e muita conversa. Detalhe: tudo parecendo normal, sem nenhum planejamento. "Jamais fico preso a regras. Minha única regra pessoal é usar poucas cores. Gosto de preto, branco e cinza", diz Guigo, 30, promoter de algumas das noites de black music mais disputadas da cidade.

sendo notado


Em meados dos anos 90, bandos de garotos de periferia que adoravam tecno invadiram os clubes dos Jardins e do centro de São Paulo. Ganharam um rótulo – cybermanos – e impuseram um estilo: cabelo endurecido e (mal) tingido à moda punk, saia, coturno, acessórios malucos. Sempre que possível, dão uma passadinha na Galeria Ouro Fino, onde podem conferir as últimas da moda clubber-raver – aquela em que o importante, acima de tudo, é chamar atenção. "Eu me visto conforme a situação e a reação que quero causar nas pessoas", diz Jota Jota Davies, 30, host de noites underground, que começou cybermano mas emergiu desse universo para se tornar uma das pessoas com o visual mais criativo de toda a cena eletrônica na cidade. "Quando não tenho inspiração certa, olho para meus macacões e para meus chapéus, que coleciono desde a infância", diz Jota

Da praia para as ruas


Localizada na virada de Ipanema para Copacabana, no Posto 6, a Galeria River sempre foi freqüentada pelos garotos espertos do Rio de Janeiro, mas lá agora passeiam com freqüência produtores de moda e stylists, em busca de itens que façam a passagem do esportivo para o fashion. É que o mundo do surfe transcendeu os limites das ondas e da areia e invadiu o prêt–porter, com tudo o que lhe é característico: os recortes, as cores, a tecnologia nos materiais (que não retêm calor e secam rápido). Com adaptações, claro, promovidas principalmente pela entrada de garotas nesse clube do Bolinha – no lugar dos tradicionais tribais em preto-e-branco, por exemplo, usam-se o pink e o laranja. "Adoro cores fortes", diz Marta Luciene, dona de uma loja de beachwear no Arpoador, adepta da bermudona, camiseta e sandália alta – e que sempre corta a perna dos jeans e a gola das blusas.

Do palco para as ruas


Rock vem, rock vai, mas fica sempre rondando no inconsciente coletivo. De dois anos para cá, vive-se uma onda de expansão da influência do estilo dos roqueiros sobre grandes marcas dentro e fora do Brasil. Os elementos do visual rock são os vistos em shows desde sempre: muito preto, camiseta, tênis All Star, jeans estragado... Onde encontrar tudo isso? Na Galeria do Rock, claro, o reduto oficial dos roqueiros no centro de São Paulo. Por ali circulam os personagens do gênero, em busca de novidades ou para trocar uma idéia. "Ultimamente tenho me interessado pelo estilo dos anos 70", diz o roqueiro Zeh, 25, que toca com duas bandas, Cobras Malditas e Orquestra Jupiteriana. "Nos shows e no dia-a-dia, o que importa para mim é o conforto", diz o guitarrista e baterista. A tendência mais recente do grupo roqueiro são as roupas de brechó, as camisetas estampadas ou coloridas, com aspecto envelhecido.